
PELO CAMINHO
Pelo caminho eu ia,
Meditabundo,
Tentando fugir da impenetrável sisudez da vida.
Vi bichos. Aos meus pés parou um iguana.
Fotografei o iguana.
A melhor forma de nós dois nos sairmos bem
Sou eu fotografando o animal,
Pois assim ele não morre e a Terra não perde um iguana.
Vi pessoas. Com muitas congratulei. Houve os que
Não aceitaram minha mão estendida. Para estes,
Derramei uma lágrima. Que triste é perder um aliado
Por medo, por preconceito ou por soberba.
Vi coisas. Belas, feias, bem-feitas, mal-feitas. Novas, velhas.
Vi tantas coisas que meus olhos se alegraram e minha alma regozijou.
Vi coisas que me frustraram e me quebrantaram.
O homem é assim: avesso e esquerdo,
Um lado seu é o bem e outro lado é o fim.
Nem só de contas matemáticas e núcleos atômicos se faz o mundo.
São muitas as magnificências construindo o mundo.
Pelo caminho encontrei um sorriso,
Era o teu,
E dele provinha milhares de palavras bondosas.











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